Fale Conosco pelo MSN ou Skype

 19 DE AGOSTO DE 2017

Email
HOME
QUEM SOMOS
Capacitação
Consultoria
PESQUISAS
NOTÍCIAS
Editorial
Destaques
Artigos / Entrevistas
Logística
Trânsito
Multimodalidade
Empresas
Comex - Mundo
Economia
Mercosul / Cone Sul
Tecnologia
Política
Legislação
Eventos e Cursos
Agência Intelog
ASSINE GRÁTIS
TODAS EDIÇÕES
INTELOG WIDGET
INTELOG TICKER
RSS
Entre em Contato
Tornar página inicial
Adicionar aos favoritos
Mapa do Portal
Recomendar
Imprimir esta página
Translate This Page

  Tempo



 

  Ferramentas

Calcule o tempo e as rotas para sua viagem
Show My Street - Passeio virtual pelas ruas do mundo
Flightradar 24 - Tráfego Aéreo em Tempo Real
Dados e Informações de Todos os Países do Mundo - IBGE
Veja a hora em tempo real no mundo todo - TimeTicker.com
Leia jornais de todo o planeta - Newseum.org

  18/08/2017   Trem turístico depende de vistoria da ANTT - Projeto precisa ser reapresentado e deve atender requisitos de segurança.     18/08/2017   ANP aprova participação de mais sete empresas para Rodada de Licitações - Relação das empresas aprovadas está disponível no site da ANP e...     18/08/2017   BR-163 será pavimentada até Miritituba, no Pará - A rodovia, que vai da divisa com o Mato Grosso até o município de Santarém (PA), colabo...     18/08/2017   União mantém nota de risco do governo paulista e trava Linha 18 - A União manteve a nota de risco do governo Geraldo Alckmin (PSDB), o qu...     18/08/2017   A inovação tecnológica e a Pesquisa Origem Destino de São Paulo - A inovação tecnológica e a Pesquisa Origem Destino de São Paulo serão t...     18/08/2017   Com safra recorde, VLI transporta recorde pelo corredor Centro-Sudeste em julho - Refletindo a volumosa safra brasileira, a VLI transport...     18/08/2017   Divisão especializada em investigar o roubo de cargas já é uma realidade de SC - “A Divisão Especializada em Investigar o Roubo de Cargas...     18/08/2017   Reunião do Comitê da Duplicação da BR-470 com as Secretarias do Estado da Infraestrutura, Planejamento, Defesa Civil e SCPar - O estudo d...     18/08/2017   NTC solicita ao Ministro do Trabalho revogação da Portaria 945 - A NTC&Logística enviou um ofício ao Ministro de Estado do Trabalho, Dr. ...     18/08/2017   ERS-239 recebe melhorias próximo à Feevale - A ERS-239, entre Novo Hamburgo e Riozinho, vem recebendo melhorias, com destaque para as rea...  
Translate to EnglishTraducir al EspañolÜbersetzung der Deutschen意大利語翻譯Traduit en FrançaisTraduci in Italiano

Clique para ampliar

12/08/2017

Etanol brasileiro X etanol americano

Artigos / Entrevistas

Translate to EnglishTraducir al EspañolÜbersetzung der Deutschen意大利語翻譯Traduit en FrançaisTraduci in Italiano

Nota

?

0 votos

A história não é nova. Seja para o próprio etanol ou para outros produtos. A aludida ‘guerra’ comercial entre Brasil e Estados Unidos em função do comércio bilateral de etanol, na verdade é uma das batalhas, na grande ‘guerra’ do comércio internacional. São muitos interesses particulares, de segmentos econômicos e de governos colocados todos na mesma conta, tendo como tempero as questões ambientais. Todos têm a perder e a ganhar se a receita não for bem montada.

No capítulo atual, temperado pelo modelo Trump de governar (America First), qualquer pé de galinha pode virar sopa. É o que está acontecendo com o caso do etanol. Não é de hoje que as importações brasileiras de etanol (quase todo americano) crescem.

Os números são impressionantes. Em 2017, se não houver alterações na política de comércio exterior atual (em ambos os países), o volume importado deve chegar a ser o dobro de 2016. E as importações não são sem motivo, já que o etanol brasileiro é feito de cana de açúcar, produto concorrente do etanol na usina. O valor da tonelada do açúcar no mercado internacional está, em média, 35% maior se comparado a 2015. Por consequência, as usinas nacionais vão direcionar esforços para o açúcar e não para o etanol, e função da lucratividade. Ou seja, a oferta de etanol é menor do que poderia ser. Vale lembrar-se da importância preço do câmbio nesta situação.

Outro ponto que mexe com o mercado interno de etanol é a permanente variação para cima nos preços da gasolina (combustível concorrente). O Etanol, além de ser parte do combustível ‘gasolina’, pois é misturado a ela, também é a alternativa para os motoristas de carros que podem usar os dois combustíveis. Ou seja, decorre aumento no consumo de etanol.

Adicionalmente estão os compromissos internacionais, estampados no recente acordo de Paris, polemizado por Donald Trump, durante a COP-21, na França. O Brasil se comprometeu a elevar a participação de biocombustíveis na matriz energética dos atuais 6% para 18% até 2030, sendo o aumento da oferta de etanol um dos meios.

Essa mistura açúcar, gasolina, câmbio e compromissos ambientais, apontam que o consumo de etanol no Brasil tende a aumentar. E hoje ele está, em parte significativa, dependente dos Estados Unidos, o grande fornecedor externo de etanol para o Brasil. A notícia boa é que o Brasil tem capacidade de produzir praticamente todo o etanol de que precisa. A ruim é que o açúcar anda com bons preços no mercado internacional e a única alternativa de importação com capacidade de nos atender são os americanos. Dê olho nesta situação, o governo federal brasileiro lançou recentemente o RenovaBio, um programa criado pelo Ministério de Minas e Energia no final de 2016 e lançado em 2017, cujo objetivo é expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social e compatível com o crescimento do mercado. É um programa alinhado aos compromissos da COP-21. O RenovaBio ainda não ainda está em vigor, pois lhe falta a normatização oficial. Uma anotação é importante é a inspiração do RenovaBio: justamente o programa que alavancou a indústria de etanol de milho nos EUA e a tornou a maior do mundo no segmento. Mais uma vez a letargia governista coloca a perigo as contas nacionais.

Na outra ponta está a exportação brasileira de etanol para os Estados Unidos, hoje questionada a ameaçada pelo governo America First. A sobretaxa da importação do etanol brasileiro para os americanos já não é novidade. Essa foi a base para o forte alicerçamento da indústria de etanol de milho dos Estados Unidos. Foi esse protecionismo e estímulo aos produtores que permitiu que a indústria americana de etanol se tornasse a maior do mundo. Em 2012 e 2014 ela foi bastante presente. Hoje o segmento é bastante forte na economia americana e influencia políticas e ações do governo. Pode-se aludir que o segmento vê as importações do etanol brasileiro com ressalvas, mas também se preocupa se o governo brasileiro taxar as importações do etanol americano, já que vende quatro vezes mais biocombustível ao Brasil do que os americanos importam daqui. Então, o setor não deve fazer pressão no seu governo pela sobretaxa e, provavelmente, posicione-se contra ela.

O governo brasileiro já ‘retaliou’ a ameaça do governo americano, propagandeando que fará uso das mesmas burocracias e taxas para o etanol americano, no Brasil, que venham a ser utilizadas para o etanol brasileiro nos Estados Unidos.

Vale ressaltar ainda, que as questões ambientais relacionadas à matriz energética não devem ganhar importância do governo americano, levando em consideração as demonstrações que não está tão preocupado com os meios tradicionais de tratar as questões climáticas, bem demonstrado na não participação do Acordo de Paris. Também foi anunciada recentemente a redução nas metas para uso de biocombustíveis em 2018. E um dos mais afetados é justamente o etanol de cana de açúcar.

Observando todas essas variáveis, acredito que o governo Trump não irá taxar o etanol brasileiro. Outro ponto que reforça a posição é ver os fundos de hedge e outros agentes comerciais elevarem as apostas na cana de açúcar e não no milho. Vale ressaltar que as bolsas sempre são boas sinalizadoras do rumo da economia.

Por fim, cabe ressaltar que o governo brasileiro, apesar de estar em posição mais confortável na disputa, precisa refletir bastante antes da imposição de taxas e cotas ao etanol americano, como as associações brasileiras do segmento sucroalcooleiro pedem, pois Donald Trump é vingativo e pode surpreender.

Por: Christian Frederico da Cunha Bundt , administrador, professor pesquisador II da UEPG e membro do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios.

 

Por Portal Fator Brasil - Christian Frederico da Cunha Bundt **

 

Qual a sua avaliação?

0 Comentários - Faça o seu comentário

Voltar

Compartilhar

Clique para ampliar

Leia Também

Economia brasileira

Esteja pronto para responder a incidentes – e não tente apenas preveni-los

Caminhões desgovernados

Direção emocional

Como reduzir custos com o abastecimento da frota

Trem turístico depende de vistoria da ANTT

ANP aprova participação de mais sete empresas para Rodada de Licitações

BR-163 será pavimentada até Miritituba, no Pará

União mantém nota de risco do governo paulista e trava Linha 18

A inovação tecnológica e a Pesquisa Origem Destino de São Paulo

Mais...

 

Este site possui suporte ao formato RSS



Notícias em Tempo Real

   

Google
Pesquisa personalizada

       

 Powered by CIS Manager - Desenvolvido por Construtiva

Intelog - Inteligência em Gestão Logística